terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sentidos Urbanos e o encontro com estudantes de artes de todo Brasil.



Ouvidos aguçados, olfato refinado... mãos tateando, pés descalços nos trilhos de um trem cego, numa viagem em busca de novas percepções, dando sentido aos tantos sentidos muitas vezes esquecidos.

Assim começaram os Roteiros Sensoriais do XIV EneArte (Encontro Nacional de Estudantes de Artes) que aconteceu na cidade de Ouro Preto dos dias 19 a 25 de setembro. O evento, que contou com a participação de mais de 1000 estudantes de todas as partes do Brasil, ofereceu, em parceria com a Casa do Patrimônio de Ouro Preto - Programa Sentidos Urbanos, vários roteiros sensoriais.

Trajetos de construção do conhecimento acerca do patrimônio; momentos de trocas de experiências, de surpresas, de entusiasmos, curiosidades. Cada roteiro se fez novo, com rostos, histórias diversificadas de um mundo de infinitas possibilidades de experimentação.

Para muitos, Ouro Preto foi desvendada pelos sentidos não muito explorados cotidianamente. A imagem congelada, a fotografia que vai ficar é aquela capturada pela memória que eternizará cada passo, cada cheiro, cada som, experimentados pelo caminho.

Texto: Lidiane Andrade

Recortando histórias e construindo roteiros



Comunicar! Mostrar por um novo olhar aquilo que se vê...

Jovens, imagens e sons. Uma mistura mais que perfeita para criação de um novo mundo que está aí, batendo à nossa porta.

Foi apostando nessa batida que os monitores da Casa do Patrimônio de Ouro Preto - Base Criativa/Patrimônio realizaram, com os alunos da escola Municipal Profª Juventina Drummond, uma oficina de audiovisual dos dias 13 a 17 de setembro.

Aprender a VER foi o primeiro exercício. Renovar o olhar e revisitar os lugares que se tornaram rotina para atribuir um novo sentido. Um desafio para um grupo de jovens criativos, entusiasmados e movidos pelo desejo de aprender.

A vontade nos pés guiou a câmera nas mãos, que aos poucos foram se acostumando aos botões e lentes para capturar visões tão diversificadas de mundo e dos mundos daqueles construtores da realidade a partir de suas histórias, inquietações, sonhos, realizando os roteiros da vida.

Recortes de histórias, dirigidas por eles mesmos, os aprendizes, que juntos construíram um belo enredo que anseia ser visto pelos seus, pela comunidade, pelo mundo do qual eles também fazem parte, porque também são Patrimônios da Humanidade.

Texto: Lidiane Andrade

Construindo roteiros no Morro Santana

Construir novos caminhos sobre aqueles que há muito pisam nossos pés. (Re)Significar os espaços que compõem nossas histórias. Olhar para nós, para os outros e para o mundo que nos rodeia com “olhos de ver”. Esses entre tantos outros foram os objetivos da oficina de roteiros sensoriais que aconteceu na escola Juventina Drumond, no Morro de Santana na cidade de Ouro Preto.

A oficina, iniciada em junho, foi encerrada no dia 17 de setembro. Uma rica experiência que envolveu alunos e professores, resultado de uma ação da Casa do Patrimônio que desenvolve o projeto “Sou do Morro eu também sou Patrimônio” do programa Sentidos Urbanos.

Um tempo enriquecido pelo entusiasmo do grupo e de pessoas como Evelina Grumberg, Juca Vilaschi, Simone Fernandes, Cláudia Ferraz e monitores do programa.

Chegar ao fim deste processo é observar que os caminhos não mudaram; os pés continuam os mesmos; as capelas, bicas, bares, permanecem erguidos. O que mudou foi o olhar, foi o jeito de se re-conhecer em tudo isso, e poder dizer: “Sou do Morro, eu também sou patrimônio”.

Texto: Lidiane Andrade

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