segunda-feira, 18 de julho de 2011

Iphan debate Educação Patrimonial no Festival de Inverno de Ouro Preto

Foto: Marcelo Tholedo



Colocando a educação como um processo de desafio permanente, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Luiz Fernando de Almeida, abriu o II Encontro Nacional de Educação Patrimonial, em Ouro Preto, Minas Gerais. Segundo ele, “esse desafio é para todas as áreas e não apenas para o campo da cultura. O Iphan é parceiro às três esferas governamentais, além de ONGs, instituições privadas e representações da sociedade civil no processo de incentivar na população a valorização da cultura”. Também participaram da mesa de abertura a diretora do Departamento de Articulação e Fomento – DAF/Iphan. Márcia Rollemberg, o superintendente do Iphan em Minas Gerais, Leonardo Barreto, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Osvaldo, e o reitor da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, João Luís Martins. O II Encontro Nacional de Educação Patrimonial reúne, ainda , representantes de todas as superintendências do Iphan, do Sítio Roberto Burle Marx, do Centro Nacional de Arqueologia ed o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular.


O encontro, cujo tema é Estratégias para a construção e implementação de uma política nacional, segue até o próximo dia 22 Centro de Artes e Convenções da UFOP, e faz parte da programação do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana. O objetivo é pactuar estratégias para uma política nacional de Educação Patrimonial, como parte da estratégia para a consolidação do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural. A presença de vários setores da sociedade será também uma oportunidade de fortalecimento de uma rede diversificada de profissionais, instituições públicas e privadas, estudantes e grupos da comunidade capaz de multiplicar ações de valorização do patrimônio cultural brasileiro como elemento chave para a identidade nacional e sociedades sustentáveis.


O encontro é promovido pelo Iphan em parceria com a UFOP e inaugura a participação do Iphan na Curadoria de Patrimônio do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, por meio da Casa do Patrimônio de Ouro Preto. Além do Encontro, o Iphan oferecerá uma seleção de oficinas, instalações e exposições que contemplam a diversidade cultural e oferecem ao público a possibilidade de vivenciar e refletir sobre as questões referentes ao patrimônio cultural brasileiro.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Diário de bordo – OFICINAS da Curadoria de Patrimônio


Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”.

Oficineiros: Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior

Orientadores Envolvidos: Raila Moccelin e Jairo Alna.

Local: Portaria da Estação de Trem de Ouro Preto;


Dia 13/Julho de 2011.

No terceiro dia da Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”, ministrada por Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior, os participantes foram deslocados pelo transporte disponibilizado pela produção do Festival de Inverno para os arredores da cidade de Ouro Branco, MG. Partimos da estação de trem de Ouro Preto às 8:30 h em busca de novas paisagens. Foram identificadas e contempladas, muitas espécies de flores, rochas e relevos. No caminho de volta para Ouro Preto, paramos em um trecho da antiga estrada real, que conserva até hoje suas paredes de sustentação em pedras utilizadas na época. Por último passamos pela ponte da Caveira, onde pudemos perceber e tocar um belo cenário composto pela água e a areia clara do riacho, as pedras da velha ponte e a vegetação que parecia agradecer por ali existir. Todos os participantes estão construindo uma boa relação de grupo, e a oficina parece se aproximar cada vez mais do “status de dádiva”, devido a tanta beleza vista e compartilhada nesse clima de disposição e boa vontade.
Amanhã – último dia da oficina - o grupo partirá da estação às 8:30 horas rumo ao parque do Itacolomy, onde a cidade de Ouro Preto poderá ser vista do alto e de longe, dando-nos a oportunidade de construirmos em nós a figura do viajante naturalista contemporâneo. Nessa ocasião serão compartilhadas todas as fotos tiradas entre todos do grupo, bem como contatos, relatos, idéias e vivências a cerca dessa experiência.
“Ser um Viajante Naturalista não é somente olhar em volta, mais ainda, consiste no exercício contínuo de entender as coisas com curiosidade, vendo-as em suas características próprias e também em seu direito de simplesmente ser”.
Jairo Alna e Raila Moccelin.
Importante: Foi informado aos participantes que no próximo encontro todos fossem munidos de água, lanche, calça comprida, calçados fechados confortáveis, chapéus e protetor solar, para possibilitar uma caminhada agradável a todos os presentes. Também se pede para que levem pen-drives ou similares, bem como as câmeras fotográficas com todas as fotos tiradas durante as visitas para serem compartilhadas e recolhidas entre todos os integrantes da oficina.





Oficina: Lugar, Palavra

Ministrantes: Elisa Porto Marques e Nian Pissolati

Oficineiros: Leonardo Oliveira.


Chegamos ao Morro São Sebastião logo pelo inicio da manhã. Estava sentada do lado de um chafariz uma figura de boina preta, cabelos brancos, roupas largas, presença um tanto quanto típica de um lugar como aquele, onde uma arvore vistosa coroava a praça quase deserta. Ao chegarmos mais perto vimos seus olhos fundos rodeados de ruga, que possivelmente já sentiram muito da história que ali passou. Explicamos nossa intenção em abordá-lo e o homem então nos convidou para sua casa. Nós meros curiosos forasteiros pudemos entrar na casa daquele senhor “será que a gente pode fazer isso lá no meu barraco? é que minha mulher pode ter coisa pra fala também” disse ele. Fomos ao encontro de uma casa totalmente barroca repleta de imagens, detalhes congestionados e ao mesmo tempo organizados naquela sala. A mulher do senhor não saiu, “Perdão por não saber tanto” ele disse, mas o seu “pouco” foi o bastante pra que pudéssemos começar bem nossa manhã.

O dono mostrou seu mercado “tem de tudo aqui, salgadinho à-vontade para as crianças perfumaria, produtos de limpeza, cigarro pra quem quer morrer. Ta tudo organizado em prateleira.“ A criança sentada no banco chamou o horto dos conto de jardim grande, o rapaz da igreja tocou a nós e para nós com sua melodia ensaiada na gaita.

Descendo a rua de volta á praça surge a apoteótica presença de Chico o alegre morador, que com sua foice na mão sentou-se imediatamente na calçada, para nos contar um pouco sobre seu bairro, sua casa, suas paixões e sua alegria.

Outros personagens do morro passaram por nós cada um com sua singularidade marcante, apaixonante e inspiradora. Amanhã iremos começar a edição e estruturação dos matérias captados. Árdua e difícil missão a nossa. Sorte a todos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Diário de bordo – OFICINAS da Curadoria de Patrimônio

Oficina: “ VILAS DE MINAS, COZINHA ADENTRO – OFICINA DE GASTRONOMIA”.
Oficineiros: Nutricionistas Instrutores do SESI/FIEMG – Programa Cozinha Brasil
Local: Estacionamento do Centro de Convenções de Mariana
Orientadores Envolvidos: Lidiane Andrade, Emerson Pereira e Raila Moccelin

Dia 12/Julho de 2011.
Há quem diga que o melhor lugar da casa é a cozinha, há ainda os que dizem que o melhor lugar da cozinha é a casa. A oficina “Vilas de Minas, cozinha a dentro” vem romper um pouco com esses ditados populares. Nela, o melhor lugar pra se fazer as peripécias gastronômicas, que enchem nossos olhos e brinda nosso paladar, é um cantinho qualquer, desde que caiba um caminhão. Isso mesmo – um caminhão, ou melhor, uma cozinha viajante, espaço para o encontro, para a acolhida, para as conversas e claro, para o deguste.
A oficina, que acontece dos dias 12 a 15 de julho no Festival de Inverno é o resultado de uma parceria com o projeto Cozinha Brasil do SESI e Fiemg, e será ministrada por três nutricionistas do projeto.
Hoje, o encontro foi marcado pelo diálogo em torno das questões alimentares, envolvendo saúde, higiene, boa alimentação e bem estar, aproveitamento de alimentos, a partir de uma perspectiva pedagógica.
A partir de amanhã, logo cedinho, às 7:30h, o estacionamento do Centro de Convenções de Mariana se transformará em uma grande cozinha para nos deliciarmos com os preparos nutritivos, saborosos e que valorizam a cultura local.


Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”.
Oficineiros: Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior
Orientadores Envolvidos: Raila Moccelin e Jairo Alna.
Local: Café Vagão do Trem da Vale;


Dia 12/Julho de 2011.
No segundo dia da Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”, ministrada por Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior, os participantes partiram da estação da Vale em Ouro Preto às 8:30 de manhã em direção ao Morro São Sebastião, realizando caminhadas nos arredores com o objetivo de reviver os olhares dos viajantes. Foram visitadas algumas igrejas dos Morros de Ouro Preto. Nas trilhas foram identificados muitos furos de respiros de antigas minas de ouro, observações da vegetação e das mais belas vistas. Amanhã o grupo partirá da estação às 8:30 horas rumo aos arredores da cidade de Ouro Branco e suas estradas em busca de novas aventuras para a construção de novos olhares sob minas.

“Resgatar possíveis passos desses desbravadores Viajantes é realizar também um caminho sobre a cultura”.
Jairo Alna e Raila Moccelin.

Importante: Foi informado aos participantes que no próximo encontro todos fossem munidos de água, lanche, calça comprida e calçados fechados confortáveis, para possibilitar uma caminhada agradável a todos os presentes.

Oficina: “Lugar, Palavra”
Oficineiros: Elisa Porto Marques e Nian Pissolati
Local: IPHAN/Casa da Baronesa
Orientadores Envolvidos: Léo Oliveira


Decidimos hoje, desde cedo ir pra rua, no caso, Bairro Antônio Dias. Nos dividimos em dois grupos para que pudéssemos assim explorar melhor aquele espaço. A manhã foi muito rica, encontramos os mais diversos tipos de pessoas, uma senhora com seu jeito humilde, um profundo brilho nos olhos trouxe pra nós a paz que tanto descrevia ao olhar a escola, o guia nos trouxe uma história que a anos conta para os que passam por aquele adro mas essa parecia ser inédita. O pintor coloriu suas palavras e telhados ao lembrar da saudosa infância . Ambos nos presentearam com depoimentos marcantes e preciosos. Bauxita foi nosso ultimo destino do dia, lá uma estudante releu o Itacolomy transformou-o numa mão. O homem que correu o mundo com seu atletismo, disposição e coragem, nos contou um pouco sobre a estrada em que treina "os carros passam e eu me sinto parte da estrada" disse ele e finalizando completou " a vida é difícil pra quem é mole, esse é o problema, ser mole." Esperamos então amanhã encontrar novas e diferentes formas de palavra e espaço. Nosso destino é o Morro São Sebastião.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Diário de bordo – OFICINAS da Curadoria de Patrimônio



Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”.

Oficineiros: Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior

Orientadores Envolvidos: Raila Moccelin e Jairo Alna.

Local: Café Vagão do Trem da Vale;


No primeiro dia da Oficina: “As Vilas de Minas na Visão dos Viajantes Naturalistas”, ministrada por Valdir Lamim Guedes Junior e José Costa Junior, houve a apresentação do grupo envolvido e introdução do tema da oficina, ressaltando a importância e o papel dos Viajantes sob os aspectos históricos, antropológicos, filosóficos, geográficos e científicos, bem como o literário.

“Entender sobre os Viajantes Naturalistas possibilita compreender um pouco mais a respeito das características do território e da cultura mineira”.

Importante: Foi informado aos participantes que no próximo encontro todos fossem munidos de água, lanche, calça comprida e calçados fechados confortáveis, para possibilitar uma caminhada agradável a todos os presentes.



Oficina: “Lugar, Palavra”

Oficineiros: Elisa Porto Marques e Nian Pissolati

Local: IPHAN/Casa da Baronesa

Orientadores Envolvidos: Léo Oliveira



Estávamos reunidos nessa manhã na Casa da Baronesa. As memórias foram nosso ponto de partida enquanto a palavra dita pelo outro de olhos fechados nos transportavam a outro espaço. Depois de uma teórica explicação da palavra paisagem, fomos a rua captar material para a continuação da oficina no decorrer da semana. A intenção era ir ao encontro de novas paisagens, histórias, percepções e palavras. Nos dividimos em dois grupos cada qual com seus gravadores e formas de abordagem

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Oficina - LUGAR, PALAVRA

A proposta da Oficina é formar um grupo de criação e intervenção urbana para abordar temas relativos a memória, patrimônio cultural e natural, e ocupação criativa do espaço público. Munido de gravadores sonoros o grupo sairá às ruas de Ouro Preto e Mariana em busca de paisagens construídas por narrativas de passantes e moradores. Em um segundo momento estas paisagens serão re-espacializadas a partir de uma instalação sonora.

Ministrantes: Elisa Porto Marques e Nian Pissolati

Elisa Porto Marques e Nian Pissolati. A dupla realiza trabalhos conjuntos desde 2008 e, sempre visando a criação de situações de deslocamento do olhar sobre o cotidiano, propõe uma participação mais ativa e criativa das pessoas no espaço público. Seus trabalhos: 111BH (2008) – criação e exposição de 111 fotografias da cidade de Belo Horizonte pela técnica pinhole; Muros e Fundos (2008) – intervenções urbanas com projeção de vídeo tematizando a chegada do asfalto à comunidade de Milho Verde, MG; Muros e Fundos (2009) – circuito de intervenções urbanas com projeção de vídeo nas nove regionais de Belo Horizonte; Travessão - Coletivos em conversa (2010) – criação conjunta com moradores dos bairros Salgado Filho e São Geraldo, de BH, de peças gráficas divulgadas nas traseiras de ônibus das linhas 9211 e 9214, que interligam as duas comunidades. Sites: www.murosefundos.com; www.travessao.net.

Vagas: 10
Realização: 11 a 15 de julho
Horário: 9h às 13h
Carga horária: Total: 20 horas / Diária: 4 horas
Público-alvo: moradores de Ouro Preto, Mariana e cidades adjacentes. De 18 a 99 anos.
Pré-requisitos do aluno: ser morador da região, ter interesse em andar pelas ruas de Ouro Preto e Mariana e em abordar moradores para conversas sobre as cidades
Material do aluno: caderno, lápis e máquina fotográfica digital (não-obrigatório)
Valor da inscrição: R$ 20,00
Local:Casa da Baronesa - Praça Tiradentes - Centro - Ouro Preto-MG

sábado, 2 de julho de 2011

Dia 04 de julho sai o resultado da seleção para apresentação dos pôsteres

Sairá no dia 4 de julho o resultado da seleção dos pôsteres que participarão do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial. Os selecionados serão comunicados via email.

Os pôsteres deverão atender às normas repassadas pela organização do evento e a versão definitiva do pôster, em formato JPEG com 100dpi, será encaminhada para aprovação e posterior disponibilização .
A plotagem dos pôsteres será de responsabilidade do participante, seguindo as recomendações desse comitê.
O deslocamento, a hospedagem e quaisquer outras despesas necessárias para a participação no evento são de inteira responsabilidade do participante selecionado.
Os participantes selecionados receberão certificado de apresentação de trabalho

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