sexta-feira, 28 de abril de 2017

Arte Kusiwa é revalidada como Patrimônio Cultural do Brasil

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e área internaA Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica dos índios Wajãpi, no Amapá, é o primeiro bem de natureza imaterial a ter o título de Patrimônio Cultural do Brasil revalidado. O ato inédito aconteceu na tarde desta quinta-feira, 27 de abril, por decisão unânime do Conselho Consultivo que avaliou se a manifestação, após 10 anos de Registro, manteve-se viva como referência cultural para sua comunidade e consequentemente para o país.



Os Índios Wajãpi comemoraram a revalidação. "É muito importante para os Wajãpi porque o Iphan e valoriza os conhecimentos e expressões graficas dos Wajãpi. O Iphan ajudou muito na formação dos pesquisadores que fizeram muitos livros sobre os conhecimentos do povo para fortalecer o jeito de ver e as práticas Wajãpi", disse o cacique Kasipirina. "A arte Kusiwa, não é apenas nossa. É do mundo, dos peixes, das casas e dos outros. O plano de salvaguarda é muito importante para fortalecer o conhecimento dos Wajãpi. E é através dele que o povo se organizou para fazer planos de trabalho para a gestão da terra e organização social", completou.

Junto com o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras (ES), a Arte Kusiwa foi o primeiro bem considerado Patrimônio Cultural do Brasil e, igualmente, foi o primeiro a ter sua revalidação analisada. Inscrita no Livro de Registro das Formas de Expressão, em 2002, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e titulada pela UNESCO como Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, em 2003, e depois como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, em 2008. A Arte Kusiwa é um sistema de representação gráfica próprio dos povos indígenas Wajãpi, do Amapá, que sintetiza seu modo particular de conhecer, conceber e agir sobre o universo. 
De acordo com o diretor do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) Hermano Queiroz, após o Registro, foi construído um Plano de Salvaguarda com os detentores do bem cultural, sendo o patrimônio monitorado e avaliado pelo Iphan. A execução do Plano foi feita por diferentes atores, seja da comunidade, governos, instituições públicas ou privadas. “A Política do Patrimônio Cultural é transversal e integrada, não sendo um processo de competência exclusiva do Iphan. Ao instituto, cabe, principalmente, a articulação entre esses diversos agentes, tendo por meta primordial a sustentabilidade cultural do bem”, explica.    
No caso da Arte Gráfica dos Wajãpi, cinco instituições estão diretamente incumbidas da preservação da forma de expressão cultural, atuando cada uma delas em seus campos específicos, mas de forma articulada – via CONSELHO CONSULTIVO Comitê Gestor do Plano de Salvaguarda: Museu do índio (Funai); Conselho das Aldeias Wajãpi (Apina); Centro de estudos ameríndios (CEstA) Núcleo de História Indígena e do Indigenismo da Universidade de São Paulo (USP); o Instituto de pesquisa e formação indígena (Iepé); o Núcleo de Educação Indígena (NEI-AP), e o programa de Licenciatura Intercultural da UNIFAP.
Para Saber mais: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/4097/arte-kusiwa-e-revalidada-como-patrimonio-cultural-do-brasil 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dispositivos Sensoriais: Pop Card

Como já foi contado aqui no blog, os Roteiros Sensoriais são uma dentre as ações que o programa Sentidos Urbanos: Patrimônio e Cidadania desenvolve. O objetivo dos roteiros é ir além de uma caminhada guiada em um determinado espaço da cidade. A ação nasce da ideia de conectar o indivíduo ao urbano, explorando os sentidos do corpo humano. Durante o percurso, com metodologia desenvolvida pelo Professor Juca Villaschi, o participante é convidado a interagir com a cidade de uma maneira diferente da que está habituado na correria do dia-a-dia. A equipe do Sentidos lança mão, então, de alguns dispositivos sensoriais durante a caminhada, que são usados para enriquecer a experiência urbana. Hoje, no entanto, vamos falar de apenas um dos dispositivos, o Pop Card.

                                         

O Pop Card se assemelha aos conhecidos cartões postais - o mesmo material e o mesmo tamanho. Entretanto, apresenta uma proposta diferente, claro! O cartão é vazado.  Com um pequeno recorte, um furo em formato retangular, é possível, ao aproximar ou distanciá-lo do rosto, fazer o que chamamos de fotografias mentais da paisagem. O Pop Card parece simples, e é! Mas, diante da cidade, o dispositivo feito de papel cartão ganha o potencial que o participante dá a ele: eu o aproximo do meu rosto, olho pelo buraco e vejo toda a praça. Eu o distancio, olho pelo buraco mais uma vez e faço um recorte de um detalhe nunca percebido antes. A câmera fotográfica não tecnológica, digo, o Pop Card, permite ao participante aumentar ou diminuir o “zoom” e registrar mentalmente a cidade.
A equipe do Sentidos Urbanos pode convidar os participantes a utilizar o dispositivo a qualquer momento durante o roteiro. Os cartões são distribuídos ao grupo e, pronto, os participantes já podem capturar varais com roupas, antenas parabólicas, um chalézinho no meio do mato ou um cavalo em cima do morro. Bom, o legal mesmo é cada um fazer o seu próprio recorte e captar o seu próprio pedacinho da paisagem.

                                     


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Escola Dom Veloso participa do Circuito Expositivo da casa da Baronesa.








Nesta quarta-feira, dia 12, ocorreu a primeira visita à Casa da Baronesa, ação que integra o projeto Circuito Expositivo da Casa da Baronesa. Os alunos da turma C da Educação Integral da Escola Estadual Dom Velloso, em Ouro Preto, realizaram a visita mediada pelo grupo ÁRIA: teatro e música em diálogo e pela equipe do programa Sentidos Urbanos: Patrimônio e Cidadania.
Os alunos do Dom Velloso conheceram todo o primeiro andar da Casa da Baronesa, lugar dedicado e equipado com painéis para visitação.  O segundo andar, aonde funciona o escritório técnico do IPHAN, foi apresentado em um vídeo produzido pela equipe do Sentidos Urbanos. Durante o circuito, as crianças envolveram-se ativamente no processo,  levantando perguntas, respondendo aos questionamentos e participando dos jogos propostos. A mediação teatralizada e descontraída é uma contribuição do Prof. Dr. Davi Dolpi, docente do Departamento de Artes Cênicas da UFOP e coordenador do grupo ÁRIA.
A visita à casa da Baronesa é uma das 3 fases do projeto. As duas outras etapas acontecem nas escolas e são: a oficina de abertura e de encerramento Minha Casa Também é Aqui. A oficina de abertura no Dom Velloso ocorreu no último dia 10, segunda-feira. Lá, foi proposto às crianças que elas desenhassem o lugar mais legal da escola e que ele, ao mesmo tempo, lembrasse suas casas. Ao fim do desenho, os depoimentos foram compartilhados entre a turma e gravados em vídeo. Este material foi, posteriormente, exibido para as crianças no IPHAN durante a visitação. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=BL4_UlXR3yo&feature=youtu.be




A última atividade no Dom Velloso ocorre no dia 17, segunda-feira. E, a próxima instituição a participar do Circuito Expositivo da Casa da Baronesa é a Escola Infantil Pequeno Mundo.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Segue a todo vapor o processo de capacitação dos novos mediadores do Programa Sentidos Urbanos - Patrimônio e Cidadania!

Segue a todo vapor o processo de capacitação dos novos mediadores do Programa Sentidos Urbanos - Patrimônio e Cidadania!


Na manhã de quarta-feira, 29 de março, a equipe foi apresentada ao circuito expositivo da Casa da Baronesa, através de uma visita mediada pelo grupo ÁRIA: teatro e música em diálogo - coordenado pelo Prof. Dr. Davi Dolpi, docente do Departamento de Artes Cênicas da UFOP.
Além de conhecerem o espaço que é aberto à visitação e interagir com objetos históricos, painéis explicativos e artefatos resgatados por meio de um processo de restauração, os novos bolsistas participaram de uma série de jogos de integração e discussões reflexivas a respeito da sensibilização patrimonial.



Em 2017 o Circuito Expositivo atenderá diversas crianças e adolescentes estudantes das escolas de Ouro Preto e Mariana. Acompanhe nosso blog e se ligue nas informações.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Confira a agenda de Roteiros Sensoriais para o mês de Abril e agende um roteiro para o seu grupo.

Após duas semanas de alinhamento conceitual, nossa equipe está preparada para voltar às atividades. O momento de formação foi composto por palestras, seminários em grupo, atividades práticas e os roteiros sensoriais. Estiveram presentes os integrantes veteranos, os recém-chegados e os coordenadores, participando juntos desse momento de troca, aprendizado e formação. Por falar nos roteiros: já estamos com a agenda aberta. Caso você se interesse é só entrar em contato.

Os roteiros sensoriais são uma dentre as ações que o programa Sentidos Urbanos, Patrimônio e Cidadania desenvolve. O objetivo dos roteiros é ir além de uma caminhada guiada em um determinado espaço da cidade. A ação nasce da ideia de conectar o indivíduo ao urbano explorando os sentidos do corpo humano. Durante o percurso, com metodologia desenvolvida pelo Professor Juca Villaschi, o participante é convidado a interagir com a cidade de uma maneira diferente da que estamos habituados na correria do dia-a-dia.

Curtiu a ideia? Então confira nossos horários disponíveis, mande um email para a gente no sentidosurbanosop@gmail.com, ou pela página no Facebook e agende o roteiro para o seu grupo (mínimo 5 pessoas).

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